Roberto Leal                    Forrandovira

      

1   -Bigorrilho
2   -Forrandovira
3   -Santo Antoninho
4   -Casa da Tetê
5   -Deixei a minha terra
6   -Bacalhau a portuguesa
7   -Ó rama-Ó que linda rama
8   -Asa branca
9   -Eu gosto dela
10 -Ai mouraria
11 -Nem às paredes confesso
12 -Cavalgada
13 -A noite do meu bem
14 -Povos da terra

                                       GRAVADO EM 1998

MÚSICOS

Programações  e piano - Rodrigo Leal

Bateria, baixo, percussão, guitarras, violões 6 e 12 cordas- Rodrigo Leal

Percussão - Laércio da Costa Henrique e Vander Conrado

Cuica - Sérgio Donizete (O Borba)

Gaita de Fole - Raul Jaime Brabo

Acordeon - Marinho                    Trombone - François

Trompete - Gil                             Sax tenor, alto e soprano - Proveta

Cavaquinho e banjo - Marcelo Lombardo

CORO: Ringo, Caio Flávio, Silvinha Araújo, Ângela Márcia e Rodrigo

PARTICIPAÇÃO ESPECIAL

Acordeon - Oswaldinho (na música "Eu gosto dela")

"Os Corvos" - Baixo - José Português (o pai das cabras)

                      violão - Simião Carlos de A. Reis (Carlão)

                      guitarra Portuguesa - Humberto M. Fernandes

                      e Helinton ( O Careca)

 

 

 

 

Comercial Fonográfica RGE

 

Direção artística - Roberto Leal

Produção artística - Rodrigo Leal

Gravado do Estúdio RGE - S. Paulo entre maio/junho 1998

Técnicos de gravação e mixagem: João Campanha, Toninho Pinheiro, Rodrigo Leal, Ely Bontempo e Darci Ferreira

Supervisão de Estúdio - Ely Bontempo

Arranjos e regência - Rodrigo Leal

Participação especial - Maestro Cláudio Tranjan " O Galã"

Masterização - Domínio Digital por Luciano ,Vassão e Rodrigo Leal

Fotos - Nicolau Maximiuc Jr

Design Gráfico - Depto. Arte RGE

 

                      BIGORRILHO

Lá em casa tinha um bigorrilho

bigorrilho fazia mingau

bigorrilho  foi quem me ensinou

a tirar o  cavaco  do pau

trepa Antônio, siri  tá no  pau

eu  também  sei tirar o  cavaco  do pau - bis

Dona Dadá, Dona Didi,

seu marido  entrou  aí

ele tem que sair, ele tem que sair - bis

 

                     AI  MOURARIA

Ai, Mouraria da velha Rua da Palma

Onde eu um dia deixei presa a minha alma

Por ter passado  mesmo  ao meu lado  certa fadista

da cor morena boca pequena, olhar trocista

 

Ai, Mouraria ! Da mulher dos meus encantos

Que me mentia mas que eu adorava tanto

Amor que o  tempo  como um lamento

Mas qu' inda agora levo  comigo

Ai Mouraria! Dos rouxinóis nos beirais

Dos vestidos cor de rosa, dos pregões tradicionais

Ai, Mouraria!

Da Severa a voz formosa, da guitarra a soluçar.

 

                 OS  POVOS DA TERRA

Vivam os povos da Terra

cantando uma nova canção

que fale de amor, não  de guerra

uma só  nação .

 

Ver cada dia  que nasce

como um degrau pra o futuro

de paz e de luz

sem medos, sem muros

 

 louras tranças de olhos azuis

carapinhas tão  negras de luz

olhos grandes, pequenos, que sejam serenos

e só uma estrada os conduz

 

As línguas se multiplicaram

países que nascem quais flores

são  tantas canções de mundos e cores

negro, amarelo, vermelho

ou  branco, não importa quem somos

a cor do amor é de ouro é de sonhos

Dos gelos do norte há de vir

do  sol tropical a sorrir

de África a Leste, de sul a oeste

e até lá no céu  vai se ouvir